Manaus/AM - A apenas quatro dias do início do Festival de Parintins 2026, o Porto de Manaus registra uma movimentação frenética. Para atender a essa forte procura e conter o transporte irregular, a Arsepam lançou um edital de chamamento emergencial que ampliou a oferta de transporte seguro e autorizado.
A estimativa oficial aponta que mais de 500 embarcações devem deixar a capital rumo à Ilha Tupinambarana ao longo do período festivo. Essa contagem decrescente acelera o fluxo diário nos terminais, de onde dezenas a centenas de barcos de diferentes categorias partem lotados de torcedores e turistas dispostos a encarar a viagem pelo Rio Amazonas.

Para monitorar esse contingente e garantir a segurança na navegação, a agência reguladora intensificou a fiscalização diária, que agora exige rigorosamente o "Passe do Festival" — documento emitido em parceria com a Marinha do Brasil que atesta a vistoria prévia e o cumprimento das normas da Autoridade Marítima. As vistorias nas docas verificam os itens de salvamento, o cumprimento dos horários de saída para evitar a sobrecarga portuária e o respeito à capacidade máxima de passageiros, além de assegurar o direito à gratuidade por lei.
Para vencer a distância a tempo da abertura da festa, os viajantes dividem-se entre duas opções principais. As lanchas rápidas, conhecidas como "ajato", fazem o percurso em um tempo médio de 8 a 10 horas com saídas diárias pela manhã, cobrando entre R$ 850 e R$ 1.200 pelo bilhete de ida e volta. Já quem opta pelo ritmo tradicional dos barcos de recreio ou balsas enfrenta de 18 a 24 horas de navegação, com passagens para redes cotadas entre R$ 450 e R$ 650 para os dois trechos, além da possibilidade de acomodação em camarotes.



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