O jaraqui, peixe típico dos rios amazônicos e presença constante na mesa das famílias da região, foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas pela Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). A decisão nessa quinta-feira (18) e tem como objetivo preservar e valorizar não apenas a importância gastronômica do jaraqui, mas também seu papel como símbolo da identidade cultural e social do povo amazonense.
O projeto de lei, de autoria do deputado Rozenha (PSD), ressalta que o jaraqui é mais do que um alimento: ele representa a relação histórica das comunidades ribeirinhas com os rios, a pesca artesanal e a culinária regional. O peixe está associado a expressões populares, como o famoso ditado “quem come jaraqui não sai mais daqui”, que reforça o sentimento de pertencimento e permanência na região.
Além de ser consumido diariamente em pratos tradicionais, o jaraqui está presente em feiras, mercados e festividades culturais, tornando-se parte da memória afetiva da população. O reconhecimento como patrimônio cultural imaterial garante proteção legal, permitindo que políticas públicas sejam desenvolvidas para incentivar a pesca sustentável, promover a gastronomia regional e apoiar eventos que tenham o jaraqui como referência.
A aprovação foi celebrada por pescadores, comerciantes e moradores, que veem no jaraqui não apenas uma fonte de alimento, mas um símbolo da cultura amazônica. Com isso, o peixe ganha status de elemento cultural protegido, reforçando sua relevância para a identidade coletiva do estado.

