Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas registraram aumento de 14,6% nos primeiros quatro meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Foram contabilizados 731 registros contra 638 no ano anterior, com destaque para fevereiro, quando houve crescimento de 66,1%.
Apenas em abril ocorreu uma redução, com queda de 38,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. A maioria dos casos foi provocada pelo vírus sincicial respiratório, responsável por 325 ocorrências, seguido pelo rinovírus, com 261, e pelo influenza A, com 90. Crianças menores de quatro anos concentram a maior parte dos registros, especialmente bebês de até um ano, que somaram 369 casos, enquanto idosos representaram 95 notificações.
Manaus concentra a maior parte dos episódios, com 548 registros, seguida por municípios como Eirunepé, Guajará e Tefé. O aumento acompanha uma tendência nacional, já que boletins da Fiocruz apontam crescimento de SRAG em 16 estados, com impacto maior do vírus sincicial em crianças e da influenza em idosos.
As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra influenza e Covid-19, além da vigilância epidemiológica, para conter a disseminação e proteger os grupos mais vulneráveis.



