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Comissão de Mineração e Geodiversidade explica logística de construção do Polo Naval

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Para debater e apresentar estudo sobre a construção do Polo Naval no estado do Amazonas, o presidente da Comissão de Mineração, Geodiversidade, Óleo e Gás da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado estadual Sinésio Campos, reuniu no miniplenário Deputado Natanael Bento Rodrigues, no 4º andar da Aleam, com representantes de estaleiros, produtores da zona rural de Manaus, presidentes de associações dos moradores das comunidades de Jatuarana e Jacinto, além de representantes de órgãos do governo. 

Abrindo a reunião, Sinésio explanou sobre o potencial de crescimento que a implantação do Polo Naval irá trazer para a região, além de afirmar que todos os envolvidos no processo serão beneficiados, assinalando que “o governo do Estado não pretende alijar do processo nenhum estaleiro local dando prioridade aos de fora, pelo contrário, a proposta é dar oportunidade a todos”, informou. 

O mesmo deve acontecer com as famílias residentes no local, pois com o projeto de implantação do polo das indústrias navais, a expectativa do governo é pela criação de cerca de 20 mil empregos e a movimentação de aproximadamente R$ 1 bilhão em negócios com a construção de barcos esportivos e de luxo, lazer, turismo, além de flutuantes, balsas e pequenas embarcações.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Daniel Navas, destacou a apresentação de um panorama sobre a logística e as potencialidades do setor mineral, envolvendo diretamente essas relações “onde a nossa infraestrutura é muito mais competitiva do que em outros estados da Federação”, disse.

Para ele, as hidrovias que são nossas estradas possuem uma competitividade maior para a produção regional. “Então quando nós estamos falando em exploração no setor mineral estamos falando no usufruto dessas hidrovias e, portanto, os Polos Naval e Mineral caminham juntos dentro das expectativas da geração de oportunidades de renda e produção dentro não somente no interior, mas em todo o estado do Amazonas”, disse.

Já o presidente do Sindicato da Indústria Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas, Matheus Araújo, destacou que neste primeiro passo do projeto o que será iniciado em termos de extensão serão apenas 10 quilômetros na área do Jacinto que possui algo em torno de 18 famílias e estão em processo de negociação com o governo do Estado. 

“Essas famílias logo no início estavam irredutíveis quanto à saída do local contando com o apoio do Ministério Público que as protegia, mas que na verdade a área onde será implantado todo o processo do Polo Naval é uma área praticamente inexistente de pessoas. Já na segunda etapa é para uma futura expansão com mais de 20 quilômetros, mas que ainda não possui um estudo definido”, assinalou Matheus.

Segundo Matheus, o projeto de construção do Polo Naval é todo includente, ou seja, “o morador que está lá há mais de 20 anos e está no caminho de construção de um estaleiro não será expulso do local para desocupar a área, ao contrário, o projeto através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social possui uma proposta de remanejar essas pessoas para outra área dentro do Polo Naval, onde essas famílias vão poder plantar e produzir, além de estudar nas escolas que serão criadas para preparar a mão-de-obra necessária para fazer com que essas pessoas que não puderem produzir possam ser aproveitadas na construção desses estaleiros” explicou Matheus.

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