Manaus/AM - O delegado Cícero Túlio falou sobre a prisão de Gustavo da Silva Albuquerque, investigado por integrar uma organização criminosa especializada em extorsões, sequestros e agiotagem em Manaus. A captura ocorreu durante diligências do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e encerra a lista de foragidos da Operação Tormenta.
Segundo o delegado Cícero Túlio, Gustavo estava foragido havia cerca de quatro meses e também era alvo da Operação Usura, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). No momento da prisão, ele ainda tentou se esconder atrás da sobrinha adolescente.
"A prisão do Gustavo decorre da Operação Tormenta. Há aproximadamente quatro meses ele permaneceu na condição de foragido. Ele integrava um grupo de criminosos especializados na realização de diversas extorsões e sequestros na Região Metropolitana de Manaus", afirmou.
O delegado destacou que o investigado costumava desafiar as forças de segurança nas redes sociais e chegou a ameaçar servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
"Toda prisão realizada pelo 1º DIP ele comentava nas redes sociais, perguntando quando seria preso e desafiando a atuação da polícia e do Ministério Público."
Ainda conforme as investigações, Gustavo enviava áudios afirmando que iria "metralhar" um carro oficial do TJAM.
"Ele liderava um dos grupos de agiotagem em Manaus, escolhia principalmente servidores do Tribunal de Justiça como vítimas e encaminhava áudios dizendo que iria metralhar carros oficiais do Tribunal de Justiça."
Durante a abordagem, o suspeito não reagiu, mas, segundo o delegado, utilizou uma adolescente, identificada como sua sobrinha, para dificultar a ação policial.
"Ele se mostrava o valentão na internet, mas, quando a polícia chegou, acabou se escondendo atrás de uma adolescente."
Já no trajeto até a delegacia, Gustavo tentou morder e agredir policiais, além de ameaçar de morte o delegado Cícero Túlio. Na unidade policial, ainda tentou chutar outro agente e acabou autuado em flagrante pelos novos crimes.
De acordo com a Polícia Civil, Gustavo é investigado por organização criminosa, extorsão qualificada, roubo majorado e extorsão mediante sequestro. Na Operação Tormenta, ele é apontado como um dos líderes de um grupo de agiotagem que determinava extorsões, roubos e sequestros de vítimas endividadas.
"Ele liderava um dos grupos criminosos de agiotagem e determinava que suas equipes realizassem extorsões, sequestrassem pessoas, praticassem roubos e se apropriassem dos bens das vítimas."
O delegado informou ainda que o inquérito da Operação Tormenta indiciou 15 pessoas e que Gustavo era o único investigado que permanecia foragido. Ele permanecerá à disposição da Justiça após audiência de custódia.




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