Manaus/AM -A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) emitiu, nesta sexta-feira (20), um novo conjunto de orientações para o combate à leishmaniose no estado. Devido às condições climáticas e ambientais da região, que favorecem a proliferação do mosquito-palha, o órgão destaca que a informação e o diagnóstico precoce são as principais armas contra a doença.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta que o objetivo é aproximar a vigilância das comunidades. "Quando a informação chega de forma acessível, ela ajuda a orientar práticas simples de proteção no cotidiano", afirmou.
Como identificar a doença
No Amazonas, o tipo mais comum é a Leishmaniose Tegumentar, caracterizada por feridas na pele que surgem em áreas expostas, como braços, pernas e rosto. Fique atento aos sinais:
Feridas com bordas elevadas e fundo avermelhado;
Lesões que não doem, mas demoram a cicatrizar;
Surgimento de sintomas semanas ou meses após a picada.
O risco é maior para quem vive ou trabalha em áreas rurais, regiões de mata ou proximidades de estradas.
Guia de Prevenção: Como se proteger
O mosquito-palha se reproduz em matéria orgânica e locais úmidos. Para reduzir os riscos, a FVS-RCP recomenda:
Limpeza: Manter quintais, terrenos e abrigos de animais livres de folhas e lixo orgânico.
Barreiras físicas: Instalar telas em portas e janelas e utilizar mosquiteiros.
Cuidado pessoal: Usar repelentes e, em áreas de mata, optar por roupas que cubram a maior parte do corpo.
Tratamento gratuito
A gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Lilian Furtado, reforça que a leishmaniose tem cura. "O tratamento está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A identificação precoce garante melhores resultados e evita complicações", explicou.
Caso perceba qualquer lesão suspeita, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima imediatamente.

