Uma obra realizada pela empresa Energisa transformou o trânsito da Alameda Cosme Ferreira — uma das principais vias de ligação entre a Zona Leste e o Centro de Manaus — em um verdadeiro gargalo diário. Além do tráfego quase insuportável para os motoristas, a falta de sinalização e de prazos claros tem colocado a vida de pedestres em risco constante.
No local, não há sequer placas indicativas informando o período de início, cronograma ou a previsão de término das intervenções, deixando motoristas e moradores sem respostas enquanto enfrentam transtornos diários.
Atravessar a via virou "maratona de risco"
Para quem precisa circular a pé, a situação é ainda mais crítica. Pedestres relatam que tentar atravessar a avenida virou um desafio diário diante do desrespeito dos condutores e da ausência de agentes de trânsito no trecho das obras.

Dona Lucilene Santana, conhecida na comunidade como Lúcia, conta que a travessia — que antes durava poucos minutos — hoje chega a levar até meia hora.
"Estou há quase meia hora aqui querendo atravessar e não consigo. A gente faz sinal para os carros pararem e ninguém para. A minha caminhada acabou virando uma corrida contra o tempo", desabafa a moradora, que faz o trajeto diariamente na região.
Além dos congestionamentos e da demora, o risco de atropelamento é permanente.

A apreensão da comunidade não é sem motivo: há cerca de dois meses, uma mulher morreu atropelada ao tentar atravessar a mesma avenida, tragédia que ainda permanece viva na memória dos moradores.
Com os trabalhos se arrastando há meses e a proximidade do fim do ano, quem vive ou trafega pela Zona Leste teme que o caos se prolongue até as festas de Natal.
A população cobra da concessionária e das autoridades competentes a instalação imediata de sinalização adequada, presença de agentes para organizar o fluxo e, sobretudo, transparência quanto à data de conclusão das obras.



Aviso