Manaus/AM - Mais de 15 toneladas de drogas foram apreendidas durante a Operação Ágata Amazônia 2026, realizada pelas Forças Armadas na região de fronteira entre o Amazonas, o Peru e a Colômbia. A ação é coordenada pelo Ministério da Defesa e executada pelo Comando Conjunto Harpia, reunindo militares da Marinha, Exército e Aeronáutica no combate ao tráfico de drogas, circulação ilegal de armas e crimes ambientais em áreas de difícil acesso do Vale do Javari. Entre os materiais apreendidos estão maconha do tipo skunk, cocaína, armamentos e equipamentos usados por organizações criminosas.
A maior apreensão ocorreu durante uma operação integrada entre Brasil e Peru, quando cerca de 14 toneladas de skunk foram encontradas às margens do Rio Javari, em território peruano. A ação contou com apoio da Brigada de Selva 25 e da polícia antidrogas do Peru, além das tropas brasileiras. Também foram apreendidos quatro espingardas calibre .22, um fuzil Micro Galil calibre 5,56 mm, uma submetralhadora Micro Uzi calibre 9 mm, munições e coletes balísticos. Em outra operação no rio Javari, militares dos dois países localizaram 985 quilos de maconha durante patrulhamento conjunto na região de fronteira.
As forças de segurança também desativaram um laboratório clandestino de processamento de drogas no Igarapé Recreo, no Peru, próximo ao Rio Javari. No local, foram apreendidos cerca de 1,5 tonelada de cloridrato de cocaína líquida, folhas de coca, combustível e equipamentos usados na produção de entorpecentes. Segundo as autoridades, as ações têm como objetivo enfraquecer a logística de facções criminosas que atuam na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, considerada uma das principais rotas do narcotráfico na região amazônica.
Além das operações de combate ao crime, a Operação Ágata Amazônia 2026 também levou serviços sociais e de saúde para comunidades do interior do Amazonas. As ações ocorreram nos municípios de Barcelos, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé, com atendimentos médicos, assistência social e fiscalização fluvial em áreas isoladas da Amazônia. A operação reúne mais de 1,6 mil militares, além de agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Ibama e órgãos estaduais de segurança pública.



