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Policiais Civis voltam ao Centro da cidade para interditar estabelecimentos irregulares reabertos sem autorização

Policiais Civis da 1ª Seccional Sul e funcionários do Departamento de Vigilância Sanitária (Dvisa), com o apoio do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (FERA), estiveram na manhã desta segunda-feira (5) em três hotéis da cidade localizados nas ruas Quintino Bocaiúva e Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus, interditados na última sexta-feira (2), durante a operação “Centro Seguro”. Eles estiveram no local para averiguar denúncias anônimas, informando a reabertura dos estabelecimentos sem a devida regularização.

“Estamos monitorando os estabelecimentos interditados para não reabrirem sem autorização. Para a reabertura dos hotéis fechados durante a operação “Centro Seguro” é preciso que os proprietários se regularizem junto aos seguintes órgãos: Dvisa, Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef) e Corpo de Bombeiros”, declarou a Delegada Titular da 1ª Seccional Sul, Márcia Araújo.

Ainda de acordo com Márcia Araújo, os três estabelecimentos vistoriados hoje receberam novamente notificações por estarem funcionando de forma irregular. Durante o procedimento, um dos donos dos hotéis denunciados foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos.

Entenda o caso

A primeira fase da operação “Centro Seguro” ocorreu na última sexta-feira (2). Na ocasião, dezesseis hotéis foram interditados e notificados por irregularidades no Centro de Manaus. De acordo com as investigações comandadas pela Polícia Civil, os estabelecimentos eram usados para abastecer o tráfico de drogas e serviam como pontos de prostituição e depósito de produtos roubados.

Cerca de 200 Policiais Civis e Militares participaram da ação. A operação envolveu 12 órgãos do Governo do Estado e Prefeitura, além da Polícia Federal, Eletrobrás Amazonas Energia, Manaus Ambiental, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar Sul 2, Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), Associação Comercial do Amazonas e uma empresa de que comercializa sinal de TV a cabo.

Ao todo, 23 pessoas foram detidas pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Nos hotéis fiscalizados foram encontradas ainda diversas mercadorias sem nota fiscal. A Polícia Civil acredita que os objetos tenham sido roubados e que seriam revendidos no comércio local. Um total de 29 cortadores de grama, uma motosserra e quinhentos chips para celular foram apreendidos. No Hotel Náutico, também na Quintino Bocaiúva, um escritório de falsificação de perfumes foi desarticulado. O esquema era comandado por dois estrangeiros.

Durante as vistorias, 15 crianças foram encontradas em situação de abandono e todas foram encaminhadas para o serviço de acolhimento institucional da Prefeitura de Manaus.

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