Manaus/AM -A suspensão no abastecimento de água em Manaus, prevista para durar até dois dias a partir desta quarta-feira (5), deve trazer sérios prejuízos à população e ao comércio local. O impacto vai muito além do desconforto doméstico: atinge diretamente trabalhadores que dependem da água para manter seus negócios funcionando.
No bairro Coroado, por exemplo, o lavador de veículos Marcelo Ferreira relatou que terá dificuldades para atender clientes em seu lava-jato. “Vai dar um grande impacto porque eu necessito da água, né, para lavar os carros dos clientes. E é daqui que eu tiro o meu sustento de cada dia. Aí o que a Águas de Manaus tá fazendo? Vão parar a água por dois ou três dias”, disse.

Marcelo já tinha serviços agendados e precisará improvisar reservas para não perder renda. A crítica dele também se estende às obras realizadas pela concessionária, que segundo moradores, têm deixado buracos nas avenidas e aumentado o risco de acidentes. “Eles tão virando aí a cidade aí de cabeça para baixo aí, fora as buraqueira que eles tão fazendo nas avenidas aí, que acontece muito acidente, eles não dão uma solução certa", reclamou Marcelo.
Para muitos trabalhadores, como Marcelo, a suspensão do abastecimento representa não apenas transtorno, mas ameaça direta ao sustento da família.
Prejuízos esperados

Entre os principais empreendimentos que devem ser prejudicados com a falta de água estão lava-jatos, restaurantes e bares devem ser os mais prejudicados, já que dependem diretamente da água para funcionar.
Famílias também terão que improvisar reservas, enfrentando dificuldades para cozinhar, limpar e manter a higiene básica. Hospitais e escolas também podem sofrer impactos, caso não haja planejamento adequado para suprir a demanda.
A falta de água acontece devido à uma manutenção preventiva marcada justamente para um dos meses mais quentes do ano. Além de lidar com o calor extremo do verão amazônico, a população ainda terá que "contar gotas" para sobreviver aos próximos dias.



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