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Testemunha diz que PM's vendiam armas de fogo para detentos antes do massacre no Compaj

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Um esquema envolvendo policiais militares e agentes penitênciários que forneciam armas de fogo e outros itens para chefes de facção dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) foi denunciado nesta sexta-feira (10) através de um documento confidencial da investigação divulgado pelo Jornal UOL.

De acordo com o site, o testemunho de um policial confirmou que haveriam dentro do presidio um acordo velado entre os detentos e os policiais/agentes envolvidos, com preços fixados para entrega de pistolas com munição (R$1500), facões (R$200), celulares (R$200), garrafa de uísque (R$1000) e outros itens. Após pagamento, que normalmente era feito por chefes “de bocas” fora do presídio, os materiais eram entregues e teriam sido usados no massacre do Compaj.

Em depoimento, o policial afirmou que para entrega de armas os próprios PM iam até seu posto de vigia e de lá jogava as trouxinhas com o material ilegal que era recolhido por detentos chamados de “amarelinhos" que trabalham limpando as fossas e outras áreas do presídio. Tudo isso sob a supervisão dos agentes que amenizavam na fiscalização.

Sobre o assunto, a Polícia Militar informou que essa nova denúncia será investigada pois num primeiro momento, não seria permitido que os policiais tivessem acesso as mesma áreas que os detentos.

Já o ex-secretário de segurança, Sergio Fontes, afirmou que todas essas suspeitas foram recolhidas após o massacre e que por isso a corregedoria do sistema de segurança foi colocada como participante das investigações do caso, verificando assim esse tipo de irregularidade involvendo agente de segurança pública.

O uso de armas de fogo teria sido chave para o massacre, já que os detentos teriam primeiramente acuado a todos dentro do presidio usando as armas e depois teriam executados os 64 mortos.

 

Veja documento divulgado pela UOL:

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