Quando o ambiente em Brasília é marcado por disputas intensas, o eleitor amazonense tende a observar com maior cuidado quem possui trânsito institucional e histórico de atuação consolidada.
É dentro dessa moldura que deve ser lida a pesquisa divulgada nesta semana, que aponta o senador Omar Aziz com 40% das intenções de voto válidas na disputa pelo governo do Amazonas.
O dado, por si só, não encerra o processo eleitoral, nem confere a Omar a antecipação de vitória — ainda há tempo para o crescimento de atores como David Almeida e Maria do Carmo . Mas uma liderança isolada nesse estágio revela algo além do número bruto: sugere reconhecimento de trajetória.
Outro ponto que chama atenção no levantamento é a capilaridade entre os mais jovens e a taxa elevada de voto associado à intenção do eleitor para o Senado, indicando coesão dentro de um movimento político estruturado.
Não se trata apenas de preferência individual, mas de alinhamento estratégico.
A pesquisa não mede diretamente as razões do eleitor. Contudo, pode refletir um momento em que a experiência passa a ser vista como ativo político. Em tempos de rearranjos e indefinições nacionais, a previsibilidade tende a ganhar valor.
Nada está decidido. Tendências podem se alterar.
O que se percebe é um eleitorado que parece menos movido por impulso e mais atento ao peso de suas escolhas. E, nesse ambiente, liderança deixa de ser slogan e passa a ser critério.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




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