Partidos começaram a se dividir publicamente. O Novo anunciou pedido de impugnação contra a própria chapa inscrita por filiados. O PSDB declarou que não autorizou candidatura em seu nome. O PT já havia emitido nota semelhante.
Antes mesmo da votação, surgem conflitos internos e disputas por legitimidade — sinais claros de que o processo produz efeitos políticos relevantes.
"A vacância ocorreu por causa não eleitoral”. Essa é a classificação adotada para justificar a eleição indireta nos dois últimos anos de mandato. No entanto, o impacto do mandato tampão já alcança o cenário de outubro.
Alianças se reorganizam, lideranças se posicionam, estratégias são redesenhadas. Não se trata de negar o procedimento, mas de reconhecer que a política não se limita ao rótulo que a enquadra.
Com a eleição marcada para 4 de maio e o calendário eleitoral avançando rapidamente, o mandato provisório já se incorpora às estratégias da disputa que virá. Apoios de hoje podem significar palanques de amanhã.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




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