Quero agradecer, e muito, o trabalho que o vice-governador José Melo tem emprestado ao nosso governo. Há muito que o Amazonas vem sendo ajudado pelo Melo. E sou muito grato a ele. Em nome da Deputada Rebeca Garcia quero saudar a cada um dos deputados aqui presentes. E é da Rebeca que vem o toque de feminilidade do nosso governo. O toque da mulher, da dona de casa, daquela que sabe onde aperta o calo.
- Eu sou assim. Sou grato aos meus amigos. Não faço politica com o fígado. Não coloco na frente de quem me ajuda acordos políticos feitos numa ou noutra campanha... Sou assim. Não consigo ser outra pessoa. Não persigo ninguém.
- No caso dessas ações de governo (lanchas e equipamentos pro interior), entendo que só isso não resolve. Mas ajuda.
- Ao invés dos discursos inflamados de algumas organizações ambientais que prometem mudar a realidade do homem do interior, prefiro ajudar concretamente.
- Por exemplo. Quando um prefeito me pede pra reformar um hospital. Acho um pleito justo. Mas entendo que bem melhor do que restaurar e equipar um hospital, um posto de saúde, é ter um, dois, três especialistas pra cuidar da saúde do povo... ( Governador Omar Aziz, no encontro com prefeitos ontem, em Manaus)
MELO E REBECCA AGUARDAM O PRÓXIMO LANCE
O vice-governador José Melo e a deputada Rebecca Garcia certamente sabem onde aperta o calo. Rebecca pensa menos no toque feminino que Omar diz que ela imprime ao governo, e Melo gostaria, sinceramente, que Omar fizesse politica com o figado, não como um enxadrista que usa de cálculos matemáticos para mexer num tabuleiro onde ele, Melo, não sabe onde está inserido - se entre adversários ou aliados. O próximo lance pode não ser em público, mas decisivo para o processo sucessório de 2014.
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É verdade que Omar não persegue ninguém, mas engole as peças de um tabuleiro como quem sabe preparar o jantar. Aprendeu rapidamente a esquadrinhar as palavras e a fazer disso uma arma poderosa. Não é só um jogador, é um adversário perigoso, especialmente porque o que diz parece tão claro. Mas não é...
O AP MAL ASSOMBRADO NAS TERRAS DO SHANGRILÁ
Mutuários que adquiriram imóveis de construtoras que ergueram empreendimentos na área do Shangrilá, no bairro Parque Dez, zona Centro-Sul de Manaus, estão amargando prejuízos depois que a Caixa Econômica Federal passou a ‘brecar’ financiamentos de imóveis instalados naquela área. É que há problemas legais pela posse da terra que podem se transformar num grande pesadelo - para as construtoras e para os mutuários. Os bancos, mais espertos, viram esqueletos que nem as incorporadoras nem os compradores perceberam. O lugar pode se transformar num cemitério - para as empresas, que podem afundam com os imoveis parados, e para quem decidiu apostar no sonho da casa propria.
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As inúmeras ações judiciais que tramitam no Tribunal de Justiça do Amazonas e que reclamam a verdadeira titularidade das terras levou a Caixa a suspender os financiamentos. O problema só está vindo a tona agora porque muitos empreendimentos estão com as obras em fase final e é chegada a hora dos compradores pagarem as chaves e recorrerem a financiamento, saindo da obrigatoriedade de fechar acordos com as construtoras.
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O imbróglio envolvendo os terrenos e imóveis do Shangrilá ocorre porque os herdeiros da construtora Flávio Espirito Santo, que promoveu o loteamento da área em meados da década de 1980 e agora reclamam a posse das terras.
DEPUTADOS, VEREADORES E AGORA PROFESSORES
Depois da Câmara Federal e da Câmara Municipal de Manaus, agora será a vez do Governo do Amazonas promover a distribuição de tablets entre os professores da rede pública. O anúncio da medida foi feito pelo governador Omar Aziz (PSD) no final de semana, durante visita ao interior do Estado.
AMENIDADES. SERÁ ?
O presidente da CMM, vereador Bosco Saraiva (PSDB), disse que pela primeira vez viu uma reunião entre políticos onde a pauta girou somente em torno de amenidades. Bosco se referia ao encontro do prefeito Arthur Neto com 30 dos 41 vereadores ocorrida no sábado a noite na casa do vereador Hiram Nicolau (PSD). “Foi um encontro em que o prefeito agradeceu o apoio dos colegas e comemorou os feitos dos cem dias. Nada mais”, disse ele.
MARCELO ESCALA
O vereador Marcelo Serafim (PSB) já se escalou para realizar um segundo encontro entre os vereadores e o prefeito. “Dessa vez eu vou organizar e não abro mão de servir um autêntico bacalhau”, disse o socialista ao provocar o colega Nicolau que serviu pratos árabes no último sábado.
WILKER AUSENTE
Com a ausência do líder do prefeito ontem no Plenário da Câmara Municipal de Manaus, sobrou para os vereadores Carijó (PDT) e Marcelo Serafim (PSB) justificar e defender os cinco vetos totais do Executivo em projetos de lei propostos pelos vereadores Gilmar Nascimento (PDT) e Glória Carrate (PSD).
MÃO DUPLA
Para o vereador Elias Emanuel (PSB) a atividade jornalística é uma via de mão dupla, uma vez que tanto o parlamento pauta a a mídia quanto esta se projeta no parlamento. Tem razão o pessebista, só que a imprensa deve estar com uma boa vantagem sobre o parlamento nesses tempos de escândalos.
Avaliação
A reitora reeleita da Ufam, Márcia Perales, disse que em uma candidatura é avaliado o que o gestor fez e não só as propostas apresentadas. Ela crescenta que, durante o processo da eleição, não sabia o que esperar, apesar de ter um “grupo grande e consolidado com muita gente trabalhando.”
AirÉrico decola
Levando a bordo o conselheiro do TCE Antonio Julio Bernardo Cabral, para participar de congresso, e o servidor Felipe Oliveira do Vale, que aprender sobre gestão por processos, o AirÉrico decola com destino ao Rio de Janeiro no próximo dia 16 e volta dia 27 de abril. Pelas contas do tribunal, os dois têm direito a diárias também.
Sob controle
Se a portaria nº 139/2013 GPDRH, de 5 de abril, for mesmo observada, a concessão de treinamento, seminários e similares para servidores do TCE vai ter mais controle. Baixada na última sexta-feira pelo presidente Érico Desterro, o documento prevê a observância de alguns fatores para autorizar participação.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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