A segurança pública tende a exigir dos candidatos mais do que promessas genéricas de ampliação do efetivo policial ou de aquisição de equipamentos. O eleitor amazonense poderá cobrar propostas concretas sobre inteligência policial, fortalecimento das bases fluviais, monitoramento de fronteiras, integração entre forças estaduais e federais e ampliação da presença permanente do poder público no interior.
Nos últimos anos, o debate sobre o Amazonas tem sido acompanhado por estudos e levantamentos que apontam a expansão das facções criminosas em diversos municípios.
O estado, pela localização estratégica na conexão com países produtores de cocaína e pelas características geográficas que facilitam a circulação de pessoas e mercadorias, transformou-se em área de elevado interesse para organizações criminosas que atuam em escala nacional e transnacional.
O fortalecimento dessas organizações possui reflexos na segurança urbana, no recrutamento de jovens, na circulação de armas, na prática de crimes ambientais e na capacidade de grupos criminosos exercerem influência em localidades onde a presença do Estado encontra maiores dificuldades operacionais.
Ao mesmo tempo, a discussão dificilmente estará completa sem o enfrentamento das causas sociais que alimentam a expansão do crime organizado. A geração de empregos, a ampliação das oportunidades educacionais e a criação de alternativas econômicas para a juventude do interior também se apresentam como componentes de uma política de segurança pública de longo prazo.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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