A 500 dias da eleição para o governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, as pesquisas funcionam como viagra vendido nos camelôs. Não são o remédio indicado para disfunção eleitoral. Mas se não servem para levantar o entusiasmo do eleitor, colocam os pré-candidatos na mídia. Também não dão a dimensão do vigor eleitoral dos postulantes aos diversos cargos eletivos, embora ninguém duvide que são uma boa propaganda. Aquela história de matar a cobra e mostrar o pau também não serve para simulações precoces demais.
Assim como a pilula azul, o problema da pesquisa é o efeito que ela provoca em relação à expectativa do pré-candidato sobre o que o eleitor pensa ou espera dele. Mas eleição não é sexo, e o eleitor, dependendo de suas intenções, pode ou não provocar momentos de prazer quando decide utilizar o instrumento mais desejado pelos políticos: o voto.
O entendimento dos marqueteiros é inverso. Eles apostam que para o candidato permanecer em evidência a regra é estimular o eleitor - e que valem as pesquisas porque, ao final, alguma coisa cresce - ou a popularidade ou a rejeição.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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