"Damos todo o apoio à manifestação, que é legítima, pacífica, ordeira. Por outro lado, não é possível tolerar a ação de vândalos, de uma minoria que (na noite de terça) depredou patrimônio público e privado, fez saques e pôs em risco a vida da população", afirmou Alckmin em Barueri, na Grande São Paulo, durante a divulgação de investimentos para tratamento de esgoto na Região Metropolitana.
O governador declarou que as lideranças do Movimento Passe Livre, um dos organizadores dos protestos contra o aumento nas tarifas do transporte público, devem se posicionar sobre os atos de vandalismo. "Liderança impõe responsabilidade. Esses jovens líderes devem condenar essas ações de vandalismo e baderna." Alckmin voltou a dizer que seu governo está "aberto ao diálogo" com os manifestantes.
Durante a entrevista coletiva, o governador respondeu a três perguntas sobre a manifestação e evitou dizer se a polícia demorou a intervir na noite de terça e se deixou o centro da cidade abandonado enquanto aconteciam saques e depredações.
Embora diga que pode negociar com os manifestantes, Alckmin lembrou que o reajuste é necessário devido à inflação e afirmou que, assim como a Prefeitura, adiou para junho o aumento, previsto para o início do ano. Além disso, de acordo com o governador, 10% das viagens são gratuitas, 12% são pagas pela metade por estudantes e 38% são bancadas por empregadores, o que dificultaria a redução do valor.

