A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária amarela será mantida durante o mês de julho. Com a decisão, os consumidores brasileiros continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de luz.
A taxa extra já está em vigor desde abril e reflete as condições climáticas do país. Segundo a agência reguladora, a manutenção da bandeira amarela é necessária por conta do avanço do período seco nas principais bacias hidrográficas. Com o volume reduzido de chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas sofre queda, o que obriga o setor elétrico a acionar as usinas termelétricas — uma fonte de geração de energia mais cara e poluente.
Diante do cenário de escassez hídrica, a Aneel reforçou o apelo para que a população adote hábitos eficientes de consumo de energia no dia a dia. Evitar o desperdício, além de aliviar o orçamento doméstico no fim do mês, ajuda a reduzir a pressão sobre o sistema elétrico nacional e contribui para a sustentabilidade do setor.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um sinalizador para os consumidores sobre o custo real da energia gerada no país a cada mês. Ele é dividido em três níveis principais:
Bandeira Verde: Indica condições favoráveis de geração de energia. Não há cobrança de taxa extra.
Bandeira Amarela: Sinaliza condições menos favoráveis, acionando um custo intermediário (o patamar atual).
Bandeira Vermelha (Patamares 1 e 2): Ativada em situações críticas e de custos elevados de geração, gerando os maiores acréscimos na conta de luz.




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