A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta nesta sexta-feira (24) informando que a retatrutida — medicamento experimental para obesidade e diabetes tipo 2 — não possui aprovação ou registro para comercialização no Brasil ou em qualquer outro país.
Com isso, a agência reforça que qualquer versão comercializada atualmente é clandestina, oferecendo graves riscos à saúde. A substância tem sido vendida ilegalmente na internet e apreendida em operações de fronteira.
Promissora, mas ainda em testes
Conhecida por sua "tripla ação" hormonal (atuando sobre os receptores de GLP-1, GIP e glucagon), a retatrutida ganhou destaque após pesquisas apontarem uma redução média de até 28,3% no peso corporal de participantes.
Apesar dos resultados promissores, o desenvolvimento clínico conduzido pela farmacêutica Eli Lilly ainda não foi concluído. Sem a finalização dos testes e o posterior pedido formal de registro, não há garantia sobre a segurança, eficácia, dosagem correta ou procedência dos produtos vendidos ilegalmente sob esse nome.
Riscos e mercado ilegal
A Anvisa alerta que versões clandestinas não possuem controle de fabricação, transporte ou armazenamento, podendo não conter a substância real ou trazer impurezas e contaminações.
O mercado paralelo do produto tem crescido na região de fronteira: apenas nos três primeiros meses de 2026, as apreensões de canetas emagrecedoras irregulares ultrapassaram R$ 11 milhões, superando todo o volume registrado em 2025.
A orientação oficial da agência é que os consumidores não comprem nem utilizem medicamentos sem registro sanitário sob nenhuma hipótese.



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