Início Brasil Após adiamento, Marun toma posse como ministro da articulação política
Brasil

Após adiamento, Marun toma posse como ministro da articulação política

Envie
Envie

BRASÍLIA — Seis dias depois de ser oficialmente anunciado para substituir Antonio Imbassahy, o deputado (PMDB-MS) tomou posse, nesta sexta-feira, como novo ministro da . O peemedebista, escolhido pelo PMDB e pelos partidos do centrão, vai cuidar, a partir de agora, da articulação política do governo .

A cerimônia de posse estava marcada para quinta-feira, , que teve que ir a São Paulo para tratar novamente de problemas urológicos.

Em seu discurso de posse, Marun disse que o maior desafio do governo Temer é aprovar a reforma da Previdência, adiada para fevereiro de 2018. O peemedebista afirmou ter consciência de que entra para o Ministério para assumir esse como a principal meta do governo e disse que, caso ela seja aprovada, 2018 será um ano de "histórico", de "espetacular crescimento", com o objetivo de "trazer mais felicidade ao povo brasileiro".

— O maior dos desafios é a reforma da Previdência. Eu assumo essa função consciente disso — disse Marun, aplaudido pelos presentes: — Precisamos de uma Previdência mais justa e menos desigual pra todos os brasileiros. Não é possível que aceitemos continuar vivendo e convivendo com um sistema previdenciário que tira dos mais humildes e destina recurso aos mais aquinhoados. A reforma da Previdência contribuindo para a melhora das contas públicas e trazendo confiança na economia brasileira fará com que vivamos em 2018 um ano histórico, de espetacular crescimento, que só é válido se trouxer mais felicidade ao povo brasileiro.

O novo ministro da articulação política do governo afirmou que é agora um "soldado" de Temer. Marun enalteceu o presidente e também rasgou elogios ao seu sucessor, Antonio Imbassahy, que vinha sendo criticado pelos partidos da base. O peemedebista afirmou que, por acreditar no governo Temer, até abriu mão de tentar se reeleger no ano que vem.

— Vejo no senhor um homem determinado a fazer, nesse momento, aquilo que o Brasil precisa. Por isso que hoje inclusive abro mão da minha reeleição para estar ao seu lado, se for vosso desejo, porque me sinto honrado de servir esse governo. Vossa Excelência para mim é a personificação da possibilidade de se fazer política com honra e dignidade — elogiou o novo ministro, que completou: —Por fim, afirmo que serei e sou, a partir desse momento, um soldado sob o vosso comando, em sua árdua luta para fazer com que nosso país seja um Brasil melhor para todos os brasileiros.

Deputado de primeiro mandato, Marun foi integrante da tropa de choque do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, hoje preso, de quem se manteve próximo mesmo após a cassação do mandato e posterior prisão. A proximidade com Cunha era tanta que, em 30 de dezembro do ano passado, o novo ministro chegou a usar dinheiro público para custear parte das despesas que teve na visita que fez ao ex-presidente da Câmara na prisão.

Das fileiras de ataque de Eduardo Cunha, o deputado passou a ser um dos mais enérgicos defensores do governo Temer. Com bom trânsito entre deputados do PMDB e do centrão, grupo que nasceu sob o comando do ex-deputado preso, Marun é visto como um nome que poderá aliviar a pressão nas cobranças que partidos da base fazem a Temer, que enfrenta, de agora até fevereiro de 2018, negociações difíceis para aprovar a reforma da Previdência.

Marun é conhecido por seus discursos acalorados. Logo foi convocado para assumir a linha de frente da defesa do governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), palco do primeiro round de votação da denúncia que o Ministério Público enviou à Câmara um mês após a revelação das conversas entre Temer e Joesley Batista. Marun foi uma das 17 trocas que o Planalto promoveu na CCJ para salvar o mandato de Temer.

Siga-nos no

Google News