A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o político deve ser submetido a uma intervenção cirúrgica entre esta sexta-feira (24) e sábado (25). O procedimento visa corrigir lesões no manguito rotador, decorrentes de uma queda sofrida em janeiro, enquanto Bolsonaro estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após ter sido internado recentemente para tratar uma broncopneumonia.
Embora cirurgias no ombro sejam comuns, o quadro de Bolsonaro exige cautela. Em entrevista à CNN Brasil, o ortopedista Dr. Kaleu Nery explicou que a idade do ex-presidente é o principal complicador:
Degeneração Natural: Aos 71 anos, os tendões já apresentam desgaste.
Efeito Gatilho: A queda pode ter agravado uma fragilidade pré-existente no ombro.
Critério Cirúrgico: A operação costuma ser indicada apenas em rupturas completas, onde o paciente apresenta perda de força e dor aguda.
O especialista ressalta que o sucesso da intervenção depende diretamente do pós-operatório, que deve ser rigoroso.
"O ombro não melhora por pressa, ele melhora por processo", afirma o Dr. Nery.
A reabilitação incluirá o uso de tipoia, controle rigoroso da dor e sessões constantes de fisioterapia para recuperar a mobilidade. Segundo o médico, paciência e disciplina são fundamentais para que o paciente recupere a qualidade de vida sem riscos de novas lesões.



