O governo brasileiro criticou a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa extra de 25% sobre produtos importados do Brasil. A medida, anunciada pelo governo de Donald Trump, começa a valer em 22 de julho. Em nota, o Palácio do Planalto classificou a decisão como um dos momentos mais negativos da relação comercial entre os dois países e afirmou que o Brasil poderá adotar medidas de resposta com base na Lei de Reciprocidade.
A nova cobrança será acrescentada às tarifas que já incidem sobre os produtos brasileiros. Na prática, uma mercadoria que atualmente paga 5% de imposto para entrar no mercado americano passará a ter uma taxação total de 30%. A regra prevê uma transição para produtos embarcados antes do início da medida, desde que cheguem aos Estados Unidos até 29 de julho.
Nem todos os produtos brasileiros serão atingidos. O governo Lula afirmou que continuará buscando uma solução negociada, mas também anunciou uma estratégia de reação em três frentes: ampliar as vendas para outros mercados, criar medidas de apoio para empresas prejudicadas e utilizar os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade. O Brasil também pretende discutir o caso na Organização Mundial do Comércio (OMC). O Planalto voltou a rejeitar críticas americanas ao Pix, à regulação das plataformas digitais e às políticas ambientais brasileiras.



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