A babá Thayná de Oliveira Ferreira prestou depoimento neste domingo (31) no julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel, no Rio de Janeiro. Considerada uma das testemunhas mais aguardadas do júri, ela afirmou à Justiça que pretende se retratar de versões apresentadas anteriormente durante as investigações e relatou episódios que classificou como suspeitos envolvendo a convivência entre Jairinho e a criança.
Durante o depoimento, Thayná contou que trabalhou por cerca de um mês na residência da família e afirmou ter presenciado situações que despertaram preocupação. Segundo ela, em uma das ocasiões, Henry saiu mancando após permanecer sozinho com Jairinho em um quarto. “Ele não queria sair do meu colo. Puxou a minha blusa e rasgou”, declarou a babá ao relatar a reação da criança após o episódio.
A testemunha também afirmou que, após a morte de Henry, recebeu orientações para apagar mensagens e evitar comentar detalhes sobre a família. De acordo com seu relato, Monique teria pedido que ela falasse o mínimo possível sobre o caso. “Apaga as mensagens. Vão te perguntar, fala o mínimo. Fala que a nossa relação era muito boa”, disse Thayná, atribuindo a frase à mãe do menino.
Outro ponto destacado no depoimento foi a alegação de que ela teria sido levada a um escritório de advocacia, onde recebeu instruções sobre como se posicionar publicamente. Segundo a babá, houve insistência para que ela defendesse o casal perante a imprensa. “Eles ficaram me forçando para eu poder dar essa entrevista. E foi exatamente o que eu fiz”, afirmou durante a sessão.
Thayná responde a um processo por falso testemunho devido às diferentes versões apresentadas ao longo da investigação. Após ser ouvida inicialmente como informante, ela passou a responder às perguntas das partes envolvidas no julgamento, que segue em andamento no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O caso apura as circunstâncias da morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021.



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