Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 23, mostra que 59% dos brasileiros concordam, total ou parcialmente, com a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Destes, a maior parte (45%) dizem concordar totalmente com a classificação, enquanto outros 14% concordam em parte. De outro lado, 22% afirmam discordar totalmente da decisão e 11% dizem discordar em parte. Além disso, 7% dos entrevistados não souberam responder e 1% afirmou nem concordar nem discordar da classificação.
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 17 e 18 de junho. A pesquisa, que tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, foi realizada com brasileiros de 139 municípios. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Segundo a pesquisa, apesar da concordância com a classificação das facções, três em cada quatro brasileiros (74%) rejeitam a possibilidade de os EUA atuarem contra integrantes das organizações criminosas em território brasileiro sem autorização do governo nacional.
A segurança pública e a criminalidade são considerados o maior problema do País para 16% dos entrevistados, atrás da saúde (20%) e à frente da economia (11%), indica o levantamento.
De acordo com o Datafolha, 83% dos brasileiros têm conhecimento da nova classificação das facções brasileiras pelos EUA e 72% se consideram bem ou mais ou menos informados sobre o assunto.
Em relação à percepção sobre a real intenção do governo Donald Trump, 50% concordam que os EUA querem combater as facções para ajudar os brasileiros, mas 47% afirmam que os americanos usam o problema como "desculpa para mandar no Brasil".
O levantamento mostra também que 77% dos que concordam com a possível ajuda dos EUA declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Já entre os que suspeitam das intenções, 63% declaram voto em Lula (PT).
Ainda de acordo com o Datafolha, 54% dos entrevistados dizem acreditar que Flávio Bolsonaro teve influência na decisão americana. Desses, 57% acreditam que a influência foi negativa para o País, e outros 37% afirmam que foi positiva.




Aviso