A estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schnider, de 29 anos, já apresentava histórico de conflitos e ameaças antes de atropelar e matar o idoso Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho, na tarde dessa quarta-feira (1).
Testemunhas e familiares relataram que ela havia tentado atropelar outras pessoas em 2025 e, no dia do crime, foi flagrada em discussões violentas, chegando a agredir vizinhos e anunciar que “mataria todos”.
“Avisei dez vezes que, se não parassem de me chamar de louca, eu ia atropelar”, afirmou. Em outra gravação direcionada aos integrantes do grupo, ela fala: “E, por mim, todos vocês desse grupo vão se foder, seus bando de insetos”.
Imagens mostram que, antes de invadir a casa da vítima com o carro, Vitória discutiu com Odair e familiares, deu uma cabeçada em uma mulher e arremessou garrafas contra o imóvel.
Em seguida, avançou duas vezes com o veículo contra o portão, derrubou a estrutura e atingiu o idoso, que não resistiu aos ferimentos. Após o atropelamento, fugiu para a casa de um amigo, onde tentou esconder o carro, mas foi presa pela Polícia Militar.
Áudios enviados em grupos de WhatsApp revelam que ela havia avisado repetidamente que atropelaria caso continuassem a chamá-la de “louca”. Familiares entregaram à polícia documentos que comprovam uma tentativa anterior de homicídio, registrada em boletim de ocorrência no ano passado, e anexada ao inquérito pela Polícia Civil de Rondônia.
Após a prisão, Vitória apresentou sinais de surto e chegou a se autolesionar batendo a cabeça na grade da cela várias vezes até abrir um ferimento. A cena foi gravada, Caroline permanece detida e deve responder por homicídio, com possibilidade de agravamento pela reincidência e pela violência registrada nas gravações.




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