A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, encontrado morto na manhã do último domingo, 2, em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim, no interior paulista. Ele estava desaparecido desde a madrugada de sábado, dia 1º. Uma das linhas de investigação da polícia é de que o advogado tenha sido vítima de crime de ódio.
Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Lucas fez mestrado em Direitos Humanos e cursava doutorado na Universidade de São Paulo (USP). O advogado morava em Campinas e era PCD (pessoa com deficiência).
A Secretaria de Segurança de São Paulo diz que o caso segue sendo investigado como morte suspeita pela Polícia Civil de Mogi Guaçu, "que mantém diligências para elucidação total dos fatos".
A Faculdade de Direito da USP lamentou a morte de Lucas e se colocou à disposição de familiares "para ajudar no que for possível".
"A Faculdade de Direito da USP, com profunda tristeza, lamenta a morte de seu aluno no doutorado Lucas Silva Lopes, ocorrida no final de semana. Lucas era orientado pela professora Eunice Prudente (Departamento de Direito do Estado) e desenvolvia pesquisas sobre Direitos Humanos, Inclusão e proteção de Grupos Vulneráveis", diz a nota.
De acordo com familiares, o advogado tinha como objetivo ingressar no Ministério Público, como Promotor de Justiça. Atualmente, ele se dedicava à advocacia e ao doutorado.
"A Diretoria, professores e alunos reforçam os sentimentos sinceros de pêsames aos familiares neste momento de tristeza e de dor se colocam à disposição", diz a USP.
Em nota, a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campinas lamentou a morte de Lopes e afirmou que o advogado "uniu vivência e conhecimento técnico em prol de uma advocacia mais inclusiva". Ele era membro da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da subseção.
"Dr. Lucas uniu vivência e conhecimento técnico em prol de uma advocacia mais inclusiva, deixando contribuições relevantes por onde passou. Sua partida deixa uma lacuna na advocacia e no movimento pela inclusão", diz.




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