Em pronunciamento transmitido para todo o país na noite deste sábado (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a população reflita sobre o tratamento dado às mulheres e reforçou a necessidade de combater o feminicídio no Brasil. A fala marcou a proximidade do Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (8).
"Como o nosso país trata as mulheres? E mais do que isso: como nós, homens brasileiros, tratamos as mulheres? Precisamos começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja. A cada 6 horas, um homem mata uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas", afirmou Lula.
Na mesma semana, os Três Poderes da República assinaram o "Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio", batizado com o lema “Todos Por Todas”. O pacto prevê ações de prevenção, proteção às vítimas, responsabilização de agressores e garantia de direitos para mulheres vítimas de violência de gênero. "Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos sim meter a colher", destacou o presidente.
Lula ainda detalhou novas medidas que serão adotadas pelo governo para ampliar a segurança das mulheres: implantação de rastreamento eletrônico de agressores com medidas protetivas, ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, criação do Centro Integrado de Segurança Pública e fortalecimento da rede de Centros de Referência e Casas da Mulher Brasileira. "O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar", disse.
O lançamento do pacto ocorreu no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença de autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, além da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. "Quando uma mulher é violentada, é o Brasil que sangra. E nós não aceitaremos mais sangrar em silêncio", concluiu o presidente, reforçando o compromisso institucional de enfrentar a violência letal contra mulheres e meninas no país.

