A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instalada no Senado, aprovou nesta quarta-feira (25) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A., ligada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.
A decisão foi tomada de forma simbólica e faz parte das investigações do chamado Caso Master , que apura supostos esquemas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras suspeitas envolvendo instituições financeiras e empresários.
Além da Maridt, também foram aprovadas quebras de sigilo do Banco Master e da Reag Investimentos, além da convocação de pessoas citadas no inquérito, como os irmãos de Toffoli, José Carlos e José Eugênio, e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Os parlamentares afirmam que as medidas são necessárias para aprofundar as apurações e reunir provas que possam esclarecer o alcance das operações financeiras investigadas.
A CPI deve apresentar novos desdobramentos nos próximos dias, com a análise dos documentos obtidos e a oitiva de testemunhas e investigados. O caso segue em andamento e promete ampliar o debate sobre possíveis conexões entre figuras públicas e esquemas de lavagem de dinheiro.

