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Grupo do "Dollynho"é suspeito de fraudar R$ 2 bilhões em impostos

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a "Operação Clone", que tem como alvo a Ragi Refrigerantes, fabricante dos produtos da marca Dolly. A empresa é acusada de inadimplência fraudulenta do ICMS, organização de fraude fiscal estruturada e embaraço de fiscalização.

"Com cerca de R$ 2 bilhões de débitos já inscritos na dívida ativa e autos de infração milionários, as empresas do grupo têm deixado de responder a inúmeros comunicados da Secretaria da Fazenda desde o ano passado e jamais receberam fiscais da pasta para esclarecimentos", diz comunicado divulgado pela Secretaria da Fazenda de São Paulo.

A nota da Secretaria informa ainda que, desde o ano passado, as empresas do grupo têm deixado de responder aos comunicados da pasta e nunca receberam fiscais para prestar esclarecimentos. O Fisco cassou as inscrições estaduais de várias empresas que participam de esquemas desse tipo e foram identificadas pela Secretaria da Fazenda.

"Mesmo impedidas de funcionar por determinação da Secretaria Estadual da Fazenda, há indícios de que elas ainda hoje continuam operando irregularmente, sem inscrição estadual, mediante estabelecimentos localizados em outras regiões para simular operações com refrigerantes e sucos", diz a Fazenda.

O Fisco também identificou créditos vultuosos de impostos relacionados a supostas compras de insumo nunca comprovadas, emitidas por companhias situadas fora de São Paulo e cujos valores foram alvo de autuações.

"Questões relacionadas à blindagem patrimonial e ocultação do quadro societário, mediante a interposição de empresas de participação e de offshores são alguns dos desafios que estão sendo enfrentados pelas equipes envolvidas nos trabalhos da operação Clone", diz a nota da Secretaria.

A operação foi deflagrada na cidade de Diadema, no ABC Paulista, onde estão as instalações da Ragi Refrigerantes, e também em Tatuí, no interior de São Paulo, e em dois escritórios na capital. A operação conta também com o apoio de procuradores e da Polícia Militar de São Paulo. 

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