O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (3) que um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que seria usado para levá-lo e sua comitiva ao arquipélago do Marajó, apresentou falha no motor ainda em solo. Segundo ele, foi necessário desembarcar da aeronave por risco de incêndio. O episódio ocorreu na quinta-feira (2), em Belém, antes da viagem oficial ao interior do Pará.
De acordo com nota do Palácio do Planalto, o trajeto inicial seria feito em um avião modelo C-105 Amazonas, escolhido por ser adequado à pista de Breves, destino da comitiva. No entanto, durante o acionamento dos motores, técnicos identificaram uma falha, e a FAB decidiu acionar uma aeronave reserva, um C-97 Brasília, que concluiu o deslocamento. A troca seguiu os protocolos de segurança, segundo a Força Aérea.
Lula relatou o caso em entrevista à TV Liberal e disse ter agradecido à Nossa Senhora de Nazaré pelo episódio não ter ocorrido em pleno voo. “Só tenho de agradecer a Deus, poderia ter acontecido problema no ar, aconteceu em terra. Descemos do avião com medo de que pegasse fogo”, afirmou o presidente, que cumpriu agenda em Belém e no Marajó com entregas de obras ligadas à educação e à COP30.
Não foi a primeira vez que o petista enfrentou problemas em viagens aéreas. Em outubro de 2024, uma aeronave que levava Lula da Cidade do México para Brasília apresentou pane e precisou retornar ao aeroporto de origem após quase cinco horas sobrevoando a capital mexicana. Após o episódio, o presidente defendeu a compra de novos aviões para o governo federal e voltou a criticar a autonomia da atual frota.

