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Mãe e filha estacionaram em local proibido e foram agredidas por PMs

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Um vídeo que mostra mãe e filha sendo abordadas pela Polícia Militar após uma infração de trânsito na Estação José Cândido, região Nordeste de Belo Horizonte, está ganhando repercussão no Facebook e gerando revolta entre os internautas. As imagens mostram uma motorista identificada como Caroline Salomão sendo algemada por um militar após trafegar em uma via onde não seria permitida a circulação de veículos. No entanto, o que chama a atenção é número de viaturas empenhadas, cerca de 10, para atender uma ocorrência de trânsito, além da forma como a jovem é conduzida até o carro da polícia.

Na descrição do vídeo, Caroline conta o que ocorreu no último dia 17, episódio que ela descreveu como "o sofrimento de duas mulheres, vítimas de uma violência (...) insensatez, desrespeito, abuso de poder, agressão física e moral, humilhação".

A motorista explica que no dia estava indo levar a irmã, acompanhada da mãe, à estação e, por falta de sinalização, teria entrado com o veículo em uma via proibida. Carolina afirma que naquele momento foi abordada por um militar identificado como cabo Divino Nascimento.

O policial, segundo ela, mandou que estacionasse o carro e saísse do mesmo. Ela teria obedecido e entregado os documentos. "Entreguei minha Carteira Nacional de Habilitação e tentei lhe falar que meu documento do veículo havia sido roubado em janeiro, se eu podia eu lhe passar o número do Boletim de Ocorrência ou até mesmo pedir para alguém da minha família trazê-lo. Ele simplesmente continuou me ignorando, andando em volta do carro (...). De súbito ele entrou dentro do carro e retirou as chaves do veículo", desabafou em seu perfil na rede social.

Caroline conta que estranhou a atitude do PM e pediu que ele devolvesse as chaves do carro. Em seguida, o cabo teria dado um chute nela e a jogado em cima do capô do veículo, torcendo o seu braço para trás, algemando depois. A mãe da motorista teria tentado proteger a filha e acabou sendo agredida no rosto, por um objeto semelhante a um rádio ou uma arma. A agressão teria lhe rendido oito pontos na testa, conforme a denúncia.

No desabafo pelo Facebook, a motorista afirma ainda que foi humilhada e teve os pertences jogados no chão, sem poder pedir auxílio para ninguém. "Ficamos 15 horas na delegacia sendo tratadas como marginais, sem dormir, sem alimento, sem agasalho, com dores, inchaços e hematomas. Somente às 14 horas do dia seguinte, este pesadelo acabou".

Até às 10h30 desta sexta-feira (22), o vídeo de 3'40'', postado na quinta-feira (21) já tinha mais 1.154 compartilhamentos. A intenção da motorista, segundo o descrição do material, é reunir imagens que comprovem o abuso policial. O email agressao.est.jose.candido@gmail também está sendo divulgado para reunir tais provas. A Polícia Militar foi procurada e ficou de se posicionar sobre assunto.

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