SÃO PAULO — Manifestantes que protestam contra o presidente Michel Temer acabam de fechar os dois sentidos da Avenida Paulista em frente ao Masp. O ato reúne movimentos sindicais e partidos como Psol, PSTU, PT, alem de estudantes começou no fim da tarde.
Os manifestantes entoam gritos de "Fora Temer" e pedem a prisão do presidente, além da realização de eleições diretas. Eles também protestam contra as reformas da previdência e trabalhista, cuja base do governo do peemedebista tenta aprovar no Congresso.
Alguns grupos de manifestantes ironizam Temer ao gritarem "Fica Temer: na cadeia". Não há registros de tumultos até o momento. Por volta das 19h30, o ato começou a caminhar em direção à Consolação.
Em frente ao escritório da Presidência da República em São Paulo, um grupo de encapuzados ameaçou depredar o local e levou a um clima tenso com a Polícia Militar, que acompanha o ato. No entanto, algumas lideranças do ato dissuadiram os manifestantes. O escritório já foi alvo de outros protestos durante o governo Temer. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto chegaram a ocupar o local contra cortes no programa Minha Casa, Minha Vida.
Entre os manifestantes que protestavam contra Temer havia desde sindicalistas e filiados a partidos até estudantes e pessoas que saíam do trabalho e acabavam aderindo ao protesto. O ato uniu pessoas de diversos matizes e até os chamados coxinhas e mortadelas.
Estudante de jornalismo da faculdade Casper Libero e assumidamente "mortadela", Julia Pereira, de 19 anos, contou que foi a primeira vez que participou de uma manifestação.
— É interessante que essa manifestação mostra um pouco uma quebra da polarização entre PT e PSDB. O que ninguém quer é a corrupção. E estou aqui hoje por isso — afirmou a estudante.
Analista de projetos da fundação Sead (Sistema Estadual de Análise de Dados), Regina Neves, transmitia cada momento da manifestação em suas redes sociais.
— Estou aqui para derrubar Temer e a corja inteira. Esse é o momento. Não é trivial encontrar provas tão sólidas que comprovem a corrupção de um presidente.
O estudante Gabriel Câmara, de 18 anos, fez coro:
— Temer não tem mais respaldo popular, nem politico. As ruas precisam ferver. Se essa voz das ruas chegar ao Congresso, o Temer cai.

