Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos de prisão, em regime fechado, pelo envenenamento de um ovo de Páscoa que matou duas crianças e deixou a mãe delas gravemente ferida, em Imperatriz (MA). A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na madrugada desta terça-feira (23).
As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após comer o chocolate contaminado com chumbinho. A mãe das crianças, Mirian Lira, também ingeriu o doce, ficou internada por vários dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas sobreviveu.
De acordo com o Ministério Público do Maranhão, o crime foi motivado por vingança e ciúmes. Jordélia era ex-companheira do namorado de Mirian e teria planejado o assassinato. As investigações apontaram que ela saiu de Santa Inês, se hospedou em um hotel de Imperatriz usando identidade falsa e contratou um mototaxista para entregar o ovo de Páscoa envenenado à família.

O Tribunal do Júri condenou a ré por dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado. Entre as qualificadoras reconhecidas estão motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. No caso das crianças, também foi considerado o fato de as vítimas terem menos de 14 anos.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização de 100 salários mínimos para Mirian e de 400 salários mínimos aos pais das duas crianças. O juiz também negou à condenada o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva.
Durante o processo, Jordélia admitiu que comprou e enviou o ovo de Páscoa, mas negou ter colocado veneno no chocolate. A versão foi descartada pela Justiça, que considerou as provas apresentadas pela investigação suficientes para a condenação.



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