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Onze governadores e dez prefeitos renunciam para disputar Eleições de 2026

Onze governadores e dez prefeitos renunciam para disputar Eleições de 2026
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Em cumprimento à lei eleitoral, onze governadores e dez prefeitos de capitais renunciaram aos seus cargos para disputar novos mandatos nas eleições de 2026. O prazo de desincompatibilização terminou no sábado (4), seis meses antes do primeiro turno, e tem como objetivo impedir o uso da máquina pública em benefício das candidaturas. Entre os governadores que deixaram o cargo, dois são pré-candidatos à Presidência da República — Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) — enquanto os demais devem disputar vagas no Senado.

Após a renúncia, o vice de cada governador assume automaticamente o cargo, exceto em situações excepcionais. É o caso do Rio de Janeiro, onde Cláudio Castro (PL) renunciou sem vice, o que exigirá uma eleição para um mandato-tampão até o fim do ano. A forma de escolha — direta, pelo voto popular, ou indireta, pelos deputados estaduais — será definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No Amazonas, tanto o governador Wilson Lima quanto seu vice, Tadeu de Souza, renunciaram, e o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade, assumiu o governo.

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Entre os prefeitos de capitais que deixaram seus cargos estão Eduardo Paes (PSD), do Rio de Janeiro, João Campos (PSB), do Recife, e João Henrique Caldas (PSDB), de Maceió, todos com planos de disputar governos estaduais. Com a saída de cada prefeito, seus respectivos vice-prefeitos assumem a gestão municipal, garantindo a continuidade administrativa até o término dos mandatos.

A renúncia, contudo, não confirma automaticamente a candidatura. A oficialização ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Governadores que concorrem à reeleição, assim como o presidente Lula (PT), não precisam deixar o cargo para disputar novamente.

O processo de desincompatibilização reforça o compromisso da legislação brasileira de separar o exercício do poder executivo da disputa eleitoral, assegurando condições igualitárias entre os concorrentes. As mudanças têm impacto direto na política estadual e municipal, moldando o cenário eleitoral para o pleito de outubro de 2026.

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