Ricardo Magro, advogado e empresário que comanda o Grupo Refit, voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (15). A ação, batizada de Operação Sem Refino, também mira o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e investiga um suposto esquema de fraudes fiscais envolvendo o setor de combustíveis.
Segundo a Polícia Federal, o grupo empresarial é suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior. Mandados foram cumpridos em diferentes locais, incluindo uma unidade da empresa em Jundiaí (SP). O Grupo Refit, antigo controle da Refinaria de Manguinhos, é apontado como um dos maiores devedores de impostos do país.
Esta não é a primeira vez que Magro é alvo de investigações. Em novembro do ano passado, ele já havia sido atingido por uma megaoperação da Receita Federal. O empresário também figura em disputas e investigações tributárias que envolvem a Refit, apontada como uma das maiores devedoras de ICMS de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de débitos com a União.
Ao longo dos anos, o empresário acumulou controvérsias no setor de combustíveis. Ele foi alvo de operações policiais anteriores, citado em investigações envolvendo fundos de pensão e também mencionado em apurações sobre o mercado de combustíveis. Magro nega irregularidades e afirma ser vítima de perseguição no setor, alegação que também se estende a conflitos com empresas concorrentes e órgãos de fiscalização.




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