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Operação Inauditus da PF mira desembargadores do Maranhão por venda de decisões judiciais

Operação Inauditus da PF mira desembargadores do Maranhão por venda de decisões judiciais
Desembargador já tinha sido afastado - Foto: Divulgação PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Inauditus, que apura um esquema de corrupção e venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. Estão em cumprimento, 25 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), além do afastamento de desembargadores e servidores suspeitos. Também houve bloqueio de bens avaliados em até R$ 50 milhões.

Entre os alvos da operação estão magistrados, advogados, ex-assessores e empresários. Os suspeitos são: Aline Feitosa Teixeira; Antônio Edinaldo de Luz Lucena (empresário); Antônio Pacheco Guerreiro Júnior (desembargador do TJMA, já afastado por decisão do STJ); Douglas Lima da Guia (juiz de Direito); Eduardo Aires Castro (advogado); Eduardo Moura Sekeff Budaruiche (assessor); Francisco Adalberto Moraes da Silva (ex-servidor do TJMA); Jorge Ivan Falcão Costa; Karine Pereira Mouchrek Castro (ex-assessora); Lucena Infraestrutura Ltda. (pessoa jurídica investigada); Lúcio Fernando Penha Ferreira (ex-assessor do TJMA); Luiz de França Belchior Silva (desembargador do TJMA, afastado, localizado em Fortaleza); Manoel Nunes Ribeiro Filho; Maria José Carvalho de Sousa Milhomem (assessora); Sumaya Heluy Sancho Rios (ex-assessora); Tonny Carvalho Araújo Luz (juiz de Direito); e Ulisses César Martins de Sousa (advogado).

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De acordo com a investigação, o grupo teria recebido vantagens indevidas em troca de decisões favoráveis a empresários e organizações em processos estratégicos. A operação busca desarticular a rede de corrupção, garantir ressarcimento ao erário e impedir a ocultação de patrimônio.

O caso repercutiu fortemente no Maranhão e reacendeu o debate sobre transparência e combate à corrupção no Judiciário. A Polícia Federal seguirá analisando documentos e bens apreendidos, enquanto o STJ acompanha o processo devido ao envolvimento de magistrados de segunda instância.

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