A pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelo estudo sobre a polilaminina como possível tratamento para lesões na medula espinhal, afirmou que fará correções no artigo científico que apresenta os primeiros testes em humanos. Em entrevista ao g1, ela reconheceu falhas na versão preliminar do trabalho, divulgada como pré-print, e disse que o texto passará por revisão geral, com ajustes na apresentação dos dados e na redação.
Segundo a pesquisadora, parte do material publicado inicialmente apresentava problemas de escrita e organização das informações. “Esse pré-print eu coloquei assim no momento. Eu pensei: ‘isso aí não vai dar Ibope, vou deixar lá só para registrar que a gente fez isso em algum momento, por questões de autoria’. Mas ele não estava bem escrito”, afirmou Tatiana Sampaio. Ela explicou que a nova versão do artigo terá correções técnicas e explicações mais claras sobre os resultados.
Entre as mudanças previstas está a correção de um erro em um gráfico que indicava melhora de um paciente cerca de 400 dias após o tratamento, apesar de ele ter morrido poucos dias depois do procedimento. Tatiana confirmou que houve um erro de identificação na figura. “Foi um erro de digitação, isso está errado”, disse. A pesquisadora também informou que algumas imagens e dados do exame de eletromiografia serão reorganizados para melhorar a apresentação das informações.
Apesar das correções, Tatiana Sampaio afirma que as mudanças não alteram os dados do estudo nem as conclusões da pesquisa sobre a polilaminina. “Não tem nenhum dado novo. É exatamente a mesma coisa, só que dito de uma maneira melhor e com figuras um pouco mais cuidadas”, declarou. A cientista disse ainda que trabalha em uma nova versão do artigo para tentar publicá-lo em uma revista científica, enquanto especialistas destacam que ainda são necessários testes clínicos mais amplos para comprovar a segurança e a eficácia da substância.

