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PF aponta servidora da Câmara como peça-chave em desvio de emendas envolvendo presidente do PL

PF aponta servidora da Câmara como peça-chave em desvio de emendas envolvendo presidente do PL
Mariângela Fialek, Tuca - Foto: Reprodução/Linkedin

A servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca", é apontada pela Polícia Federal como a principal articuladora de um esquema de direcionamento irregular de emendas parlamentares investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o relatório da PF, Mariângela exercia papel estratégico na organização e distribuição das emendas atribuídas ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que não possui mandato parlamentar e, por isso, não poderia indicar recursos do Orçamento.

As investigações tiveram como principal base o conteúdo extraído do celular da servidora. Mensagens, planilhas e documentos apreendidos indicam que ela coordenava a destinação dos recursos e promovia alterações em registros para ocultar a participação de Valdemar nas indicações.

Presidente do PL Valdemar Costa Neto é suspeito de desviar de R$ 119 milhões em emendas parlamentares
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Segundo a Polícia Federal, deputados federais eram incluídos nos documentos oficiais como autores das emendas, enquanto as decisões sobre os recursos seriam tomadas, na prática, pelo dirigente do PL. Em planilhas encontradas pelos investigadores, as verbas apareciam identificadas com expressões como "do Valdemar" e "VCN".

A PF também identificou conversas entre Mariângela e o advogado Garigham Amarante, apontado como um dos interlocutores de Valdemar. Em uma das mensagens, ele solicita que cerca de R$ 24 milhões sejam destinados ao Ministério do Turismo, pedido que, segundo a investigação, passou a ser executado pela servidora.

Ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira, Mariângela Fialek é investigada pelos crimes de peculato-desvio e associação criminosa. As informações reunidas pela Polícia Federal embasaram a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões e suspendeu o pagamento de 21 emendas parlamentares sob investigação.

Valdemar Costa Neto nega participação no esquema e afirma que a indicação de emendas é uma atribuição dos líderes partidários na Câmara dos Deputados. Sua defesa informou que se manifestará no processo

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