Mensagens obtidas pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero revelam como Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, utilizava seu círculo de confiança para realizar represálias contra pessoas próximas. Os registros de conversas mostram que Vorcaro ordenava ações de intimidação contra uma empregada doméstica que o estaria ameaçando e um chef de cozinha que gravou uma conversa comprometedora.

As ordens de represália se estendiam a outros alvos considerados desafetos, incluindo jornalistas de diferentes veículos de comunicação. Nos diálogos, ele instruía Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário", a "moer" a funcionária: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda. Puxa endereço, tudo.”
Sobre o chef de cozinha ele dispara para Mourão: “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, diz ele.
Além disso, Vorcaro também solicitava ataques a indivíduos que o criticavam, o que reforça a acusação de que mantinha uma rede de intimidação para proteger seus interesses.
A inclusão desses episódios de intimidação e coerção nas investigações amplia a gravidade do caso, que não se limita a fraudes financeiras bilionárias, mas também revela um padrão sistemático de violência. A prisão preventiva de Vorcaro, decretada pelo ministro do STF André Mendonça, evidencia a robustez das provas coletadas.

