O Banco Central do Brasil prepara uma série de atualizações para o Pix entre 2026 e 2027, visando consolidar a ferramenta como principal alternativa ao boleto bancário e ao cartão de crédito. Para o ciclo atual, a autoridade monetária prevê a obrigatoriedade da Cobrança Híbrida em novembro, permitindo que um único QR Code ofereça as opções de Pix ou boleto.
Também está em desenvolvimento a funcionalidade de Duplicata, para facilitar a antecipação de recebíveis, e o Split Tributário, que adaptará o sistema à reforma tributária para o recolhimento de impostos em tempo real no ato da compra. A partir de 2027, condicionado à disponibilidade de recursos, o cronograma inclui o Pix Internacional definitivo para interligar sistemas de pagamentos globais e o Pix em Garantia, que funcionará como um crédito consignado para autônomos baseado em recebíveis futuros.
Outro destaque é o modelo offline, que permitirá pagamentos por aproximação mesmo sem conexão à internet. O Banco Central também trabalha na padronização do Pix Parcelado, buscando aumentar a competição entre bancos e reduzir juros para cerca de 60 milhões de brasileiros que hoje não possuem cartão de crédito.
Os planos de expansão acompanham o sucesso histórico da plataforma, que registrou o recorde de R$ 35,36 trilhões em transferências no último ano. Desde seu lançamento, o Pix foi responsável por incluir milhões de pessoas no sistema financeiro e transformar o comportamento de consumo, alcançando quase a totalidade da população adulta do país. A evolução da ferramenta nos últimos cinco anos já consolidou funções como o Pix Saque, Troco, Agendado e Automático, além da integração com o Open Finance, simplificando a gestão financeira de pequenos negócios e usuários comuns.


