Um crime bárbaro chocou os moradores do bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. A Polícia Civil investiga o estupro coletivo de duas crianças, de apenas 7 e 10 anos. O caso, que envolve a gravação de vídeos das agressões, mobilizou a cúpula da segurança pública e gerou revolta na comunidade.
Até o momento, cinco suspeitos foram identificados: um adulto e quatro adolescentes. Três dos menores já foram capturados — dois na capital e um em Jundiaí — e a polícia segue em diligências para prender os demais envolvidos.
A crueldade do grupo teria chegado ao extremo de gravar ao menos cinco vídeos com imagens e áudios dos abusos. Segundo apurações, a criança de 10 anos chegou a ficar desaparecida por três dias após o crime.
O ataque ocorreu no dia 21 de abril, mas a denúncia só foi registrada três dias depois. De acordo com o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, o silêncio inicial da família foi motivado pelo pânico. "Familiares demoraram a denunciar por medo", afirmou. A situação explodiu quando as imagens das agressões começaram a vazar em redes sociais, gerando uma onda de indignação.
As vítimas foram inseridas em programas de saúde e assistência social da Prefeitura. A criança de 7 anos foi levada para outro município sob os cuidados do pai, enquanto a de 10 anos está em um abrigo municipal com familiares.
Nesta sexta-feira (1º), feriado do Dia do Trabalhador, as ruas de São Miguel Paulista foram palco de um forte protesto. Moradores pediram justiça e punição rigorosa para o grupo.
As advogadas que representam a família de uma das vítimas emitiram nota afirmando que estão adotando todas as medidas para garantir a responsabilização criminal dos envolvidos. "A família está sendo devidamente respaldada e a defesa acompanhará de perto o inquérito policial", declararam.
O caso é conduzido pelo 63º Distrito Policial (Vila Jacuí). A Secretaria da Segurança Pública (SSP) reforçou que a prioridade total é a localização dos suspeitos que continuam foragidos.



