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Transição para o eSocial gera erros no Imposto de Renda 2026 e acende alerta para contribuintes

Transição para o eSocial gera erros no Imposto de Renda 2026 e acende alerta para contribuintes

A temporada do Imposto de Renda 2026 trouxe uma novidade operacional que tem tirado o sono de RHs e contribuintes. Este ano, o sistema utilizado pelas empresas para enviar os dados de rendimentos mudou da antiga DIRF (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte) para o eSocial.

A migração de um modelo de dados consolidados para um sistema preenchido mensalmente e de forma muito mais detalhada gerou um "efeito cascata" de inconsistências, levando muitas declarações direto para a malha fina.

Por que o erro está acontecendo?

De acordo com o professor Deypson Carvalho, da UDF, a raiz do problema está na adaptação das próprias empresas ao novo formato.

"Essas inconsistências são oriundas provavelmente de erros cometidos pelas empresas nas parametrizações da folha de pagamento, diferenças entre competência e data de pagamento ou até falhas ocorridas no processo de envio dos eventos periódicos”, explica Carvalho. O especialista alerta que as empresas precisam revisar seus procedimentos internos e retificar o eSocial o quanto antes.

O que fazer se a sua declaração travar na Receita?

O erro tem se manifestado principalmente em divergências na declaração pré-preenchida. Se o contribuinte notar que os dados do sistema estão diferentes do documento físico recebido pela empresa, a orientação é clara: siga o informe de rendimentos oficial.

O auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fonseca, detalha o protocolo que o cidadão deve seguir caso caia na malha fina por esse motivo:

  1. Comunique o empregador: Avise a fonte pagadora sobre a divergência encontrada.

  2. Monitore o prazo de atualização: Se a empresa afirmar que já corrigiu o erro no sistema, aguarde até sete dias para que o reflexo apareça na Receita Federal.

  3. Cobre novamente, se necessário: Se após uma semana a declaração continuar retida na malha, o contribuinte deve voltar a procurar a empresa, pois a retificação feita por ela pode não ter surtido efeito.

E se a empresa não corrigir a tempo?

Com o prazo final de entrega se aproximando, muitos trabalhadores temem ficar de mãos atadas. No entanto, a orientação dos contadores é não atrasar o envio.

“Se a empresa não corrigiu os dados até o final do prazo da entrega da declaração, o contribuinte deve entregar a sua declaração dentro do prazo, respeitando ali os dados que ele consiga comprovar documentalmente”, orienta Rafael Machado, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC) do Rio de Janeiro.

Consequências para as empresas

Vale destacar que a responsabilidade pela exatidão dos dados é integralmente da fonte pagadora. As empresas que enviarem informações incorretas ou atrasarem as devidas correções junto à Receita Federal estão sujeitas a sanções administrativas e aplicação de multas.

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