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Zanin mantém Ricardo Couto como governador interino do Rio de Janeiro; entenda

Zanin mantém Ricardo Couto como governador interino do Rio de Janeiro; entenda

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (24) que a chefia do Executivo fluminense permaneça sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto. A decisão representa uma vitória estratégica para o PSD, partido do prefeito Eduardo Paes, em meio ao vácuo de poder deixado pela renúncia e condenação de Cláudio Castro.

A liminar de Zanin foi uma resposta direta a um pedido do PSD. O partido buscou o STF para impedir que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), assumisse o governo. Ruas é aliado de Castro e adversário político de Paes, o que acirrou a queda de braço entre as legendas pelo controle administrativo do estado.

Zanin fundamentou sua decisão na necessidade de estabilidade institucional. O magistrado definiu que Couto seguirá como governador interino até que a Suprema Corte decida o formato da eleição para o mandato-tampão.

O impasse no STF: Voto popular ou indireto?

O Supremo ainda precisa bater o martelo sobre como o sucessor definitivo de Cláudio Castro será escolhido. A controvérsia divide opiniões:

  • Eleição Direta: Defendida por setores que pedem a participação popular nas urnas.

  • Eleição Indireta: Realizada apenas entre os deputados estaduais da Alerj.

O julgamento está paralisado desde 9 de abril por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A retomada depende agora da publicação oficial do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que selou o destino político de Castro.

Entenda o cenário

A crise política no Rio de Janeiro escalou rapidamente em março de 2026. Cláudio Castro (PL) renunciou ao mandato apenas um dia antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022. Com a cassação e a renúncia, o estado entrou em um regime de interinidade que, agora sob o comando do Judiciário, aguarda uma solução definitiva da Corte Máxima.

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