O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta quarta-feira (8), duas ações que definirão o futuro do comando do estado do Rio de Janeiro. O centro da disputa é determinar se a eleição para o "mandato-tampão" do governo fluminense será realizada de forma direta, com voto popular, ou indireta, por meio de votação na Assembleia Legislativa (Alerj).
O ministro Cristiano Zanin, relator dos processos, abriu a votação posicionando-se a favor da eleição direta. Em seu voto, o magistrado argumentou que a vacância do cargo tem natureza eleitoral e não apenas administrativa.
O governo do Rio de Janeiro atravessa um período de transição institucional após a renúncia estratégica de Cláudio Castro (PL), ocorrida apenas um dia antes de sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cenário que levou o ministro Cristiano Zanin, do STF, a defender a realização de eleições diretas para a escolha do novo ocupante do Palácio Guanabara por entender que a vacância possui natureza eleitoral e deve ser resolvida pela soberania do voto popular.
Atualmente, o estado é chefiado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o desembargador Ricardo Couto.
Fux será o próximo a votar.



