A Copel registrou um lucro líquido de R$ 694 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 4,4% em relação ao reportado no mesmo período do ano passado. Desconsiderando os efeitos não recorrentes e fatores sem impacto caixa, como valor novo de reposição (VNR), marcação a mercado (MTM), ajustes de IFRS nas transmissoras e o resultado de operações descontinuadas - o lucro líquido recorrente ficou em R$ 638,9 milhões, alta de 10,7% na mesma comparação.
A receita operacional líquida recorrente da companhia, excluindo os efeitos IFRS no segmento de transmissão de energia e excluindo VNR, MTM e eventos não recorrentes, totalizou R$ 6,909 bilhões de janeiro a março, alta anual de 19,2%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) alcançou R$ 1,908 bilhão de janeiro a março, alta de 9,9% na comparação anual. Já o Ebitda Recorrente, que exclui itens não recorrentes, sem efeito caixa, e a equivalência patrimonial, chegou a R$ 1,754 bilhão, um crescimento de 16,7% frente o observado em igual etapa de 2025. Desse montante, as atividades de geração, transmissão e comercialização (Copel GeT e Copel COM, respectivamente) responderam juntas por 57,2%, enquanto o segmento de distribuição (Copel DIS) representou 42,8%.
A margem Ebitda caiu 2,5 pontos porcentuais (p.p.), para 27%, enquanto a margem Ebitda recorrente caiu 0,5 p.p., para 25,4%.
Em relatório de resultados, a Copel salientou que desempenho positivo do Ebitda foi parcialmente compensado pela queda no resultado financeiro - que correspondeu a uma despesa líquida de R$ 489 milhões, 9,6% maior que o reportado um ano antes - e um recuo de 30,5% na equivalência patrimonial, para R$ 69,8 milhões, refletindo a consolidação de Mata de Santa Genebra S.A. O maior pagamento de tributos também pressionou o resultado líquido.



