A BMW cortou suas projeções para 2026 diante do impacto da guerra no Oriente Médio e de adversidades no mercado chinês. A revisão é a segunda feita pela companhia neste ano e reduz as expectativas de margem, lucro e entregas.
O lucro antes de impostos do grupo, que era projetado para uma queda moderada em relação a 2025, agora deve recuar de forma significativa. As entregas, antes previstas em nível semelhante ao de 2025 (cerca de 2,464 milhões de veículos), passaram a ser estimadas em leve queda.
A empresa atribui a revisão a três fatores. No mercado chinês, a desaceleração do setor de automóveis de passeio se intensificou no segundo trimestre, com impacto mais forte sobre veículos com motor a combustão. A BMW informou que o desempenho na Europa e Estados Unidos não compensa a retração na China, um mercado relevante para seu volume.
No Oriente Médio, a montadora aponta efeitos além do previsto inicialmente. A alta dos custos de energia pressiona a estrutura de custos de produção, e a instabilidade afeta a confiança do consumidor em diferentes mercados.
Além disso, a BMW afirmou que está acelerando e ampliando programas de eficiência. Segundo a companhia, as medidas devem gerar efeitos nos próximos anos, mas terão impacto negativo pontual nos resultados do segundo semestre de 2026.
A administração também indicou que o segundo trimestre de 2026 deverá registrar queda significativa de lucro e de fluxo de caixa livre em comparação com o mesmo período de 2025. Para o ano, o fluxo de caixa livre automotivo é projetado acima de 2,5 bilhões de euros.
Em comunicado, o presidente do conselho de administração, Milan Nedeljkovic, disse que a companhia pretende intensificar e acelerar as medidas de eficiência diante da deterioração das condições de mercado.




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