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Comissão Europeia recebe com cautela novas tarifas de Trump

Reuters
Comissão Europeia recebe com cautela novas tarifas de Trump
Comissão Europeia recebe com cautela novas tarifas de Trump

BRUXELAS, 24 Jul (Reuters) - A Comissão Europeia recebeu com cautela nesta sexta-feira as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, afirmando que o resultado está em linha com um acordo comercial firmado entre as duas partes há um ano.

Os Estados Unidos impuseram nesta sexta-feira novas tarifas de 10% e 12,5% sobre mercadorias provenientes de 60 parceiros comerciais, incluindo a UE e a China, alegando ter constatado que esses países não estavam tomando medidas suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A União Europeia é um dos poucos parceiros comerciais dos EUA para os quais as novas tarifas não se somam às taxas pré-existentes de “nação mais favorecida”. As tarifas também reintroduzem isenções tarifárias adicionais para a UE, como cortiça e diamantes, além daquelas relativas a aeronaves e peças, medicamentos genéricos e ingredientes ativos.

“A UE avalia positivamente o fato de que esse resultado está em linha com os compromissos tarifários dos EUA acordados na Declaração Conjunta UE-EUA”, afirmou um porta-voz da Comissão Europeia, acrescentando que isso proporcionou um “impulso positivo” para dar continuidade ao trabalho de explorar novas isenções tarifárias e aprofundar a cooperação.

O porta-voz disse que a UE espera que Washington continue a respeitar os termos do acordo firmado no resort de golfe Turnberry, do presidente dos EUA, Donald Trump, na Escócia, em julho passado.

Nos termos desse acordo, a UE concordou em eliminar os direitos de importação sobre produtos industriais dos EUA, enquanto os EUA impuseram tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da UE.

“Isso é essencial para continuar proporcionando aos nossos respectivos mercados a estabilidade e a previsibilidade tão necessárias”, afirmou o porta-voz.

A UE já havia rejeitado anteriormente as alegações dos EUA de que não estaria agindo contra o trabalho forçado.

(Reportagem de Philip Blenkinsop, Inti Landauro e Sudip Kar-Gupta)

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