O texto publicado anteriormente continha um erro ao afirmar, no terceiro parágrafo, sobre o resultado comparativo para o mês de março. O resultado divulgado nesta quinta-feira pelo BC foi o maior para o mês de março da série histórica, iniciada em 2002. Segue a versão corrigida:
O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 80,676 bilhões em março, após déficit de R$ 16,388 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central nesta quinta-feira, 30. Em março de 2025, o resultado foi superavitário em R$ 3,588 bilhões.
O déficit do mês passado foi maior do que previam as estimativas da pesquisa Projeções Broadcast. Todas negativas, elas iam de déficit de R$ 64 bilhões a R$ 75,40 bilhões, com mediana de R$ 67,8 bilhões.
O resultado foi o maior para o mês de março da série histórica, iniciada em 2002.
Em março de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 74,813 bilhões, segundo a metodologia da autoridade monetária. Estados e municípios tiveram déficit de R$ 5,394 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 469 milhões.
Isoladamente, os Estados tiveram déficit de R$ 5,424 bilhões, e os municípios, superávit de R$ 29 milhões.
Acumulado no ano
O setor público consolidado tem superávit primário de R$ 6,624 bilhões no acumulado de janeiro a março de 2026, informou o Banco Central. O montante equivale a 0,21% do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado reflete um déficit primário de R$ 17,046 bilhões nas contas do governo central, o equivalente a 0,53% do PIB, compensado por um superávit de R$ 29,576 bilhões nos governos regionais (0,92% do PIB). As empresas estatais têm déficit acumulado de R$ 5,902 bilhões, ou 0,18% do PIB.
Isoladamente, os Estados têm superávit de R$ 22,101 bilhões no acumulado de janeiro a março (0,69% do PIB), e os municípios, saldo positivo de R$ 7,476 bilhões (0,23% do PIB).



