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Dexco: Lucro líquido vai a R$ 71,9 milhões no 1º trimestre, alta de 22,7%

Estadão

O lucro líquido da Dexco - dona das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex e Castelatto - teve alta de 22,7% na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, chegando a R$ 71,9 milhões.

Segundo a companhia, o avanço do lucro vem da melhora de margens de seus produtos - especialmente na Divisão de Painéis de Madeira - com reajustes de preços implementados ao longo de 2025; além de ganhos de produtividade nas operações e uma melhora na gestão como um todo.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 22,9% na mesma base de comparação anual, indo a R$ 597,1 milhões. A margem Ebitda subiu 4,1 pontos porcentuais, para 29,6%.

O Ebitda ajustado e recorrente atingiu R$ 477,9 milhões, aumento de 38,3%, enquanto a sua margem cresceu 5,5 pontos porcentuais, indo a 23,7%. O critério 'recorrente' exclui reavaliação dos ativos biológicos (floresta em pé sob controle da Dexco), cujo efeito é apenas contábil, sem influenciar o caixa.

A receita consolidada do grupo cresceu 6,1%, totalizando R$ 2 bilhões.

O custo dos produtos vendidos (líquidos de depreciação, amortização e exaustão) da Dexco caiu 3,3%, indo a R$ 1,2 bilhão. Isso decorreu do menor volume de vendas no período e ganhos de produtividade, segundo a companhia.

As despesas com vendas somaram R$ 282,4 milhões, recuo de 4,3%, enquanto as despesas gerais e administrativas caíram 0,7%, para R$ 75,9 milhões.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) gerou uma despesa de R$ 212,9 milhões, alta de 9,6%, em meio ao cenário de juros altos.

Os investimentos do grupo manutenção atingiram R$ 174,4 milhões, aumento de 8% na comparação anual.

A Dexco registrou fluxo de caixa positivo de R$ 235,2 milhões. O montante representou uma queda de 11% na comparação anual, mas uma melhora perante a queima de caixa de R$ 47 milhões no trimestre anterior.

A dívida líquida foi a R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre, recuo de 3,6% ante o último trimestre do ano passado. A alavancagem baixou para 2,99 vezes no período, de 3,35 vezes.

Divisões

O balanço da Dexco foi puxado pela Divisão de Painéis de Madeira, que reportou Ebitda de R$ 442 milhões, alta de 26,3% na comparação anual. Segundo a companhia, as expedições permaneceram firmes, com captura do reajuste de preços implementado no trimestre anterior.

A empresa já sinalizou que houve aumento de custos de fertilizantes, ureia, metanol e diesel, com impactos esperados no segundo trimestre.

A Divisão de Louças e Metais teve Ebitda de R$ 39,5 milhões, salto de 384% na comparação anual, com um mix de produtos de maior valor agregado, reajustes de preços.

Por sua vez, a Divisão de Pisos e Revestimentos Cerâmicos teve Ebitda negativo de R$ 3,5 milhões. A perda, entretanto, foi 72% menor na comparação anual. A Dexco afirmou que houve redução de custos e ganho de produtividade, mas o mercado segue desafiador para volumes e preços.

Considerando as três divisões de negócios, o volume de produtos expedidos caiu em todas: Madeira (0,6%), Metais e Louças (3,2%) e Cerâmicos (9,9%).

A joint venture LD Celulose gerou lucro de R$ 80,7 milhões (parte Dexco), queda de 35,5% na comparação anual, afetada pelo dinâmica de preços menos favorável o mercado global de celulose, e pelo efeito cambial no período.

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