A alta de 1,8% na produção industrial nacional em janeiro de 2026 ante dezembro de 2025 foi influenciada sobretudo pela expansão nas atividades de produtos químicos (6,2%), veículos (6,3%) e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2%). No período, 19 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram crescimento na produção. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Outras contribuições positivas relevantes partiram de indústrias extrativas (1,2%), metalurgia (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,5%), bebidas (4,1%), produtos de metal (2,3%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,3%).
Entre as seis atividades com perdas, o setor de máquinas e equipamentos (-6,7%) exerceu a principal influência negativa. Houve impactos negativos significativos também de produtos alimentícios (-0,8%) e de celulose, papel e produtos de papel (-1,9%).
Comparação com janeiro de 2025
De acordo com o IBGE, o avanço de 0,2% na indústria brasileira em janeiro de 2026 ante janeiro de 2025 foi puxado, sobretudo, pelas altas nas indústrias extrativas (11,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (20,7%) e produtos alimentícios (2%).
Em janeiro de 2026 ante janeiro de 2025, houve crescimento na produção de oito dos 25 ramos investigados.
"Vale citar que janeiro de 2026 (21 dias) teve 1 dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22)", lembrou o IBGE.
Na direção oposta, entre as 17 atividades com perdas, as maiores influências negativas partiram de máquinas e equipamentos (-15,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,7%) e produtos químicos (-2,9%).
Houve perdas relevantes também em produtos de metal (-5,2%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-9,9%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,8%), impressão e reprodução de gravações (-19,7%), produtos têxteis (-7,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-5,8%), móveis (-6,9%) e metalurgia (-1,5%).
Difusão
O índice de difusão, que mostra a proporção de produtos com avanço na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior, passou de 45,9% em dezembro para 37,9% em janeiro.

